Há malta que lida mal quando faz 30 anos… eu acho que ainda não percebi que já tenho 35. Na verdade, acho que ainda acho (!?) que tenho uns 23. Não faz sentido mas que se lixe. Sim, este artigo vai ser muito pessoal e se quiseres conteúdo prático, não é neste artigo que o encontras. Podes sempre passar a ler a parte técnica, aqui. O que vou partilhar, é o choque que vivi quando percebi que já tinha passado uma década da minha vida adulta.

Por falar nisso, partilha aqui na comunidade quantas décadas de vida adulta já tens.

A soma das vitórias

Ora bem, como eu estava a dizer, em 10 anos a minha vida mudou como o caraças. Então vamos lá:

  • troquei de emprego e desisti de uma das licenciaturas
  • fiquei noiva
  • fui promovida e passei a gerir 83 pessoas!
  • casei
  • engravidei sem planear, 5 semanas depois de casar
  • comprei uma bimby (sim, é relevante!)
  • fiquei de repouso 6 semanas depois de engravidar
  • tive uma filha APLV
  • comprei um carro
  • comprei outro carro
  • fui trabalhar para um escritório de advogados
  • engravidei da minha segunda filha
  • detestei o meu trabalho e despedi-me
  • percebi que podia ter comprado só um carro
  • criei o meu primeiro negócio
  • fundei uma empresa
  • contratei 4 pessoas
  • tive outra filha
  • abri outra empresa
  • tive gripe A durante a gravidez
  • engravidei do meu terceiro filho
  • a minha filha esteve na reanimação
  • apanhei um vírus chato durante a gravidez
  • tive rotura de bolsa após amniocentese e passei o Natal no hospital
  • tive o meu terceiro filho

Tudo isto em apenas 4 anos!

Olhando para trás, percebo que ultrapassei em MUITO os meus objetivos para 10 anos… objetivos esses que estabeleci há 8 anos. Neste momento, a minha vida nem sequer se aproxima do que um dia poderia ter imaginado.

Lembro-me da primeira vez que estabeleci objetivos a 10 anos, fiquei assustada. Na altura, contratei um Colega para me ajudar e detestei. Tentei novamente com um professor e foi uma experiência completamente diferente. Percebi que não tinha gostado de trabalhar com o Colega porque tinha fugido às perguntas e ele tinha deixado. Decidi nunca deixar ninguém escapar. Tornei-me cortante e ganhei a alcunha de pica-miolos.

Estes últimos 10 anos foram de tanto crescimento pessoal, familiar e profissional como eu nunca poderia ter imaginado.

O apoio incondicional

Quero agradecer muito (profundamente, mesmo!) ao meu marido que me apoiou mesmo quando eu não estava a fazer sentido nenhum e quando as minhas escolhas poderiam ter-nos afogado em problemas. Ele confiou “cegamente” em mim e, mesmo não concordando, ajudou a realizar.

O debate sempre disponível

À minha mãe que me inspirou a ser livre e nunca aceitar discordar de mim mesma. Ah! E por me ouvir e por me aconselhar mesmo quando eu não lhe peço conselhos mas ela sabe que os quero receber. E por não se chatear quando decido fazer diferente do que sugeriu e por não me moer com o “eu bem disse” quando decido fazer de acordo.

A inspiração para dias de chuva

À minha avó Julieta que me inspirou ao renascimento pessoal incondicional. Mesmo quando tudo corre mal. Mesmo que tudo corra muito mal.

O desafio e o despertar para a liberdade

À minha filha Maria Perfeita que me inspirou de formas que não sabe. Aliás, só descobrirá quando um dia for mãe e não lhe fizer sentido deixar os filhos em casa e passar 15 horas fora de casa por uma carreira meh.

A inspiração para a felicidade

À minha filha Maria Luminosa por me ensinar que não controlamos nada na nossa vida e que há sempre lugar para um sorriso. Sempre.

A aprendizagem para a serenidade

Ao meu filho Tomás Realista que me ensinou a manter a calma em qualquer situação e a aplicar a transferência do interesse de forma exímia.

A partilha de vidas mágicas e únicas

A cada Cliente e Amiga que partilhou comigo a sua vida e me permitiu viver mais magia e propósito. Pude aprender muito mais do que em algum livro ou curso e pude conhecer pessoas que me renovaram a fé na humanidade. Há imensas pessoas boas aí e se nos juntássemos isto ia ser muito melhor!

É incrível como esta foi a minha primeira década adulta. Que década maravilhosa!

Os problemas

Tivemos tantos problemas… o bom destes “saldos” é que apanhamos os momentos mais marcantes e podemos registar as datas pelas conquistas que ganhamos. Aquelas conquistas saborosas e mágicas. Tantas noites em que adormeci de tanto chorar, tantas vezes que tive medo… demasiado medo…

O saldo final

Hoje olho para trás e penso “se eu soubesse como ia acabar a década, nunca teria stressado” e lembro-me:

Não precisamos de saber. Só precisamos de confiar mais em nós e de ter a certeza de que vamos dar a volta, seja ao que for.

Não sei o que vai acontecer “amanhã” mas sei que me sinto mais forte e preparada do que nunca. Que década maravilhosa.

E a tua, como foi? Partilha comigo na Comunidade.