Já ouviste falar sobre a roda da vida e queres experimentar? Então este artigo é mesmo para ti e vou ensinar-te a usares a roda, passo-a-passo. Mas antes, se queres fazer o download da minha versão, aqui está ela.

Para que serve a roda da vida?

A roda da vida é uma ferramenta de diagnóstico e, deste tipo de ferramentas, é a mais genérica. Extremamente poderosa, acaba por provocar grande impacto quando é feita pela primeira vez. Tendo em conta que a maioria das pessoas não está habituada a ter uma visão global sobre a sua vida, causa uma reação intensa quando nos apercebemos do que andamos a perder.

É das poucas ferramentas que lamento ser feita pela primeira vez em auto-coaching porque o efeito “wow” perde-se bastante. Por isso, se tiveres a possibilidade, pondera contratar uma profissional para te acompanhar na tua primeira abordagem. Lembra-te que só tens uma oportunidade para uma primeira experiência.

Na prática, a roda da vida serve para te ajudar a perceberes que:

  1. a nossa vida se divide por áreas
  2. há áreas que nos são mais importantes
  3. há áreas que, não sendo as que mais amamos, são impactantes
  4. somos o resultado de um equilíbrio entre áreas da vida
  5. a vida vale mais enquanto conjunto do que apenas a soma de áreas

Como se processa a sessão de roda da vida?

Normalmente, não existe uma sessão específica para roda da vida, o que existe é um momento em que aplicamos a ferramenta. Usando os resultados deste trabalho, vamos aprofundar as questões levantadas, conduzindo a um processo de transformação pessoal. A roda deve ocupar cerca de 20 a 30 minutos numa primeira abordagem e até 10 minutos nas seguintes sessões. Claro que vai sempre depender da competência e do nível de formação que a Coach aplica na sessão.

O Passo-a-Passo da Roda

Em primeiro lugar, é preciso analisar se estamos a falar de uma roda já preenchida ou de uma roda em branco. Se for a primeira, já tens o ponto de partida, se for do segundo tipo, começamos por definir quais são as áreas mais importantes para nós, enquanto Pessoas.

Se estiveres a trabalhar com uma Life Designer, especialista num determinado tipo de conteúdo, é normal que encontres uma roda previamente definida e já bastante adequada ao caso concreto. Cada Life Designer deve trabalhar uma transformação concreta – por exemplo, a minha especialização é ajudar mães a criarem o seu negócio dentro de um estilo de vida super ocupado. A roda com que trabalho geralmente, é adequada a estas Clientes e a esta ambição.

Se estás a pensar fazer o teu processo de autocoaching, podes começar por criar a tua roda ou usar uma já pronta, que te faça sentido.

1. por onde começar?

Regra geral, começamos na posição das 12h, no sentido inverso ao ponteiro dos relógios. Se estiveres a usar uma roda já preenchida, podes aplicar esta “regra”. Se essa roda tiver sido criada por uma verdadeira profissional, vai estar otimizada para ser trabalhada dessa maneira. Se criares a tua roda, torna-se irrelevante por onde começas, desde que tenhas o cuidado de começar sempre da mesma forma.

2. o que fazer?

Cada fatia/área da tua roda, vai ter um tema concreto. Por exemplo: família, saúde, amor, dinheiro, carreira… O teu primeiro passo deverá ser definir cada uma das áreas. Começando no teu ponto de partido, deves começar por descrever o que representa para ti cada uma daquelas “palavras”.

Parece óbvio, certo? Nem por isso. Repara: “amor”, já tive uma Cliente que colocou o marido dentro da “família” mas um Colega por quem estava apaixonada dentro de “amor”. Ou uma outra Cliente que colocou o cão dentro da área “filhos” e não colocou o enteado na mesma área.

O importante da roda é garantir que não há regras nem pressões sociais. A roda é uma espécie de radiografia, que nos mostra o que está partido. É importante que garantas que estás a ser completamente honesta.

Um bom truque para teres a certeza de que estás a definir de forma suficiente, é descreveres cada área como se de uma fotografia se tratasse. Vou dar-te o meu exemplo: “vida social”, inclui os meus amigos mais próximos (listo-os), implica sair de casa idealmente para um sítio que não conheça ou não seja comum na minha rotina. Implica ambiente informal, risos e conversas leves. Um snack-bar giro, numa tarde, com 5 a 6 pessoas parece-me perfeito.

3. avaliar cada área

Agora que já descreveste cada área, está na altura de avaliares o teu nível de satisfação com cada uma delas. (há uma forte divergência doutrinária sobre a utilização do termo “satisfação”. Pessoalmente, prefiro “realização”). É importante que te recordes que não interessa o que de facto tens sobre cada área mas sim como te sentes.

Vou dar-te um exemplo: um Cliente que ganhava perto de 5.000€ (em 2011), avaliou a sua área “dinheiro” como um 3, se bem me recordo. Já uma Cliente (um dia depois) avaliou o seu ordenado de 600€ como um 7 ou um 8.

Como podes ver, o que tens, nada indica sobre a tua avaliação mas sim a tua ambição. Quem quer muito, avaliará qualquer resultado como baixo. Quem quer menos, celebrará mais facilmente os seus resultados.

4. utilizar a roda para mudar de vida

(continua no próximo post)