Select Page

Queres saber como podes manter a relação positiva?

Bem, o melhor truque é elogiar o que têm. Team building com a cria, desde o primeiro choro. “Nós somos o máximo, já viste?” “Somos super divertidas, não achas?” “Isto é uma coisa só nossa….” Focar mais o que tens com a tua cria, em vez de focar o que estão a perder. Afinal, isso seria fazer o mesmo que a cria está a fazer.

Ouço muitos pais a dizerem aos filhos “mas o que é que aconteceu, tu dantes não fazias isto! ” e é lindo ver como falamos sem pensar. Repara que, se a criança tivesse a mesma competência que nós, diria o mesmo! “Mas o que é que aconteceu!? Tu dantes não me ignoravas para trocar fraldas!”

Ou seja: os dois lados, estão a dizer o mesmo, mas usando outras formas de comunicação. Só que foste tu quem trouxe a cria pequena para casa por isso, a cria grande ainda pode reclamar um pouco mais do que tu.

Então, vamos lá ensinar pelo exemplo, boa!?

  1. “Uau, mesmo com o mano, conseguimos ter o nosso tempo, vamos aproveitá-lo ao máximo!?”
  2. “Nunca tinhamos feito isto, que divertido que é!”
  3. “Vamos fazer algo super espectacular como sempre fizemos?”

A perspectiva do “não perdemos, mudamos” é a perspectiva simples e que ensina algo de valioso ao teu filho: mindset de crescimento. Quando eu digo mil vezes que a felicidade também se ensina, é a isto que me refiro: ensinar a ver o positivo em cada mudança. Mostra-lhe o que ele pode ver, tal como lhe referes o passarinho na árvore quando vão ao jardim ou a flor amarela que está na saia da atriz quando vão ao teatro. E é claro que isto acontece mais facilmente quando estão a viver “momentos de filho único”.

Como criar momentos de filho único?

Não é o que fazes, mas sim da forma que o fazes. Até o simples ir buscar um copo de água, pode ser um momento de filho único, se deres a atenção e o cuidado que ele precisa de receber. Claro que um passeio, uma brincadeira e uma boa conversa são bem valiosos e fazem a diferença.

O ideal, num momento de filho único é garantir que:

  1. o tempo recebe o devido rótulo (por vezes recebemos algo de especial e nem nos apercebemos se não vier num embrulho chamativo, certo? O mesmo se passa com as crianças!
  2. o tempo é balizado (podem ser apenas 5 minutos, mas são dele! Repara que a cria grande não está a pedir para andar tipo canguru mas…. quer saber com toda a certeza de que aquele tempo é dela!
  3. a actividade é interessante para a Cria (esta é a mais exigente… porque exige que consigas conciliar o que tu consegues com o que lhe apetece! Quanta brincadeira parva nós fizemos para garantir que era algo de especial. Lembro-me de uma vez que fizemos salsichas malucas para o jantar. No fundo, era apenas salsichas com esparguete la espetado e depois tudo cozido na panela. Eu odeio salsichas mas era o que tinha à mão e estava tão cansada e ainda tinha de fazer o jantar… pimba! Resultou. A Constança adorou e durante meses falava nisso. Abençoada salsicha horrorosa.
  4. dás um pré-aviso! (esta é extremamente importante!!) Avisa a cria quando o tempo estiver a terminar e ajuda-a a tomar consciência de que a brincadeira vai dar lugar a outro momento.
  5. ajuda a valorizar o que acabou de acontecer. A melhor forma de adquirires experiências é fazendo uma pequena avaliação de aquisições quando elas terminam. Faz-lhe perguntas simples e que peçam uma resposta mais elaborada do que um “sim” ou “não”, como por exemplo: “o que mais gostaste de fazer” em vez do “gostaste do que fizemos?” ou então “queres repetir da próxima vez?”, por exemplo.

Acima de tudo, lembra-te que não é apenas responsabilidade dos pais ou personalidade dos filhos. O ciúme é resultado de uma enorme mistura de elementos e o que importa é que foques a tua atenção na (re)construção da tal ligação forte que é essencial.

 

Porquê sair da sala?

Simples, porque és humana, porque tens limites e porque quando as situações exploram os teus limites… dá asneira. Gritas mais do que querias, dizes algo que te envergonha… porque és humana. Basicamente, é por isso. Mas os teus filhos também são e escusam de ouvir o que não lhes é positivo.

O ideal é sermos super perfeitas, cheias de competências e absolutamente capazes de reagir da melhor forma a qualquer situação. Uau! Mas nem sempre é possível, pronto. Por isso, temos de encontrar um alarme que dispare e nos ajude a sair da sala, calar o que não queremos dizer ou evitar fazer algo que depois não podemos desfazer.

Há um tempo atrás, uma mulher genial declarou guerra aos gritos e às palmadas… dentro da sua casa. Não é que criticasse ou tentasse ensinar as mães normais a serem melhores mães. Apenas não quis continuar a gritar à sua filha e muito menos a bater-lhe. Então, decidiu começar pelo princípio:

e o truque foi perceber quando a situação estava prestes a acontecer!

Então, comprou  elásticos e colocou-os no pulso direito. Cada vez que gritava, colocava um elástico no pulso esquerdo. No primeiro dia, demorou menos de meia-hora até ter os 6 elásticos no pulso esquerdo. Isso foi como um murro no estômago.

Continuou. Ela sabia que nenhuma mudança ocorre assim tão rapidamente e aceitou o seu tempo. Em menos de 20 dias, já conseguia ter todas os elásticos no pulso direito durante todo o dia.O que aconteceu? Mudou a sua forma de educar e balizar o comportamento da filha. Só isso. Se fosse muda, também não conseguiria gritar, certo?

Como podes ver, é mais simples do que parece, desde que tenhas as ferramentas certas, te aceites tal como és e te lembres de que tudo na vida é apenas uma fase.